Tudo do mesmo

Escrevi esse texto em 2008. Mas, não tendo uma base ou pesquisa mais profunda sobre, para comprovar 100% essa minha tal teoria, não procurei publica-lo em nenhum lugar. Vasculhando meus backups achei, e continuo achando um bom tópico para essa tal pesquisa!

Peço perdão quanto a escrita, isso era apenas um rascunho. E como nunca fui jornalista ou escritora ou nada do tipo e  ainda tenho uma ótima mania de embaralhar o português, peço desculpas desde já!haha 🙂

Agora, acabei de ver “Uma noite em 67”, e com os cometários desde as roupas, o smoking do Chico ou a idéia do Tropicalismo que veio “inspirada” nos Beatles, fiz a ponte… e divido, ressaltando que vale a reflexão:

(sem título)

A velocidade com que a música e moda dialogam é muito alta. Com a crise em que nos encontramos, o mundo preza pelo individualismo e voltam os valores da criatividade, que dificultados ou facilitados pelo fácil acesso digital, nos tornam cada vez mais multiculturais.

Segundo o livro “Moda, O século dos estilistas” de Charlotte Seeling, o interesse pela mistura de etnias teve início na década de 60, quando o quarteto The Beatles procurou o sentido da vida no Oriente e nomeou Maharashi Mahesh como seu guru, trazendo ritmos, instrumentos, cor e túnicas diferenciadas para o ciclo ocidental. O poder do consumismo jovem, descoberto nos anos 50, era fortíssimo na época e sua filosofia de vida liberal virou lema. A música e o comportamento uniam os jovens ocidentais além de qualquer barreira. A contracultura fez com que dessem adeus à elegância e através de Yves Saint Laurent, a moda das ruas entrou na alta costura pela primeira vez.

Depois do festival Woodstock, jovens expressaram seus ideais através de letras de músicas, melodias e através de suas roupas – contracenando com o impacto da guerra e uniforme militar -, seguiram caminhos diferentes: os Hippies se retiraram para suas comunidades; em oposição, surge o movimento Punk expressando agressividade e implacando a cultura do “faça-você-mesmo”; Homossexuais deram início ao movimento gay, criam uma nova imagem; Mulheres lutaram pelo feminismo, com o uso de ombreiras e calças igualam-se ao homem e buscam lugar no mercado de trabalho, liberdade social. O estilo que dominava era, portanto, eclético e egocêntrico. Grandes ícones como o cantor David Bowie, o artista Andy Warhol e o cinegrafista Woody Allen ditaram moda e estilo, expressando pensamentos (esse último por convidar Ralph Lauren na criação de Annie Hall – do filme “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”). Por outro lado, desfiles de moda como dos estilistas Kenzo e Thierry Mugler eram elaborados agora como espetáculos, assim como os shows de punk ou rock, pregavam uma filosofia de vida.

Nessa mistura de tendências e movimentos, segue a década de 80, feita com altos contrastes. Além dos Yuppies (Young Urban Profesional, que admiravam pop music, roupas criadas por estilistas e seu estilo cool), da música disco e seu ícone Madonna (que prezava a idéia de que qualquer um poderia ser o que quisesse, contando que tenha o look certo, “I’m a material girl and I’m living in a material world”), o Movimento Black foi essencial para a revolução cultural da época. Segundo Nicolau Sevcenko, historiador e professor da USP, a corrida tecnológica a partir dos meados dos anos 70 fez com que LPs fossem sucateados, substituídos pelos CDs e acolhidos pelos negros de baixa renda, principalmente em Detroit e Chicago. Com a liberação das barreiras alfandegárias, a concentração da indústria automobilística nesse eixo gerou desempregos, principalmente desses jovens seguidores do Jazz, Blues, Funk e Soul, que reconfiguraram o uso dos discos jogados e através de ousadias criaram efeitos de arranhamentos, alteração de rotação, ecos, entre outros, servindo de base para criação da cultura RapHip Hop.

Contracenando com esse avanço da tecnologia junto a essa mistura rítmica multicultural, surge na Europa o artista musical, o disc jockey, conhecido como DJ. Um mestre que une todas as eras da música em minutos e revoluciona eternizando-as. A partir daí, muitos estilos surgiram: na própria eletrônica temos o techno, o progressive house, o trance, drum ‘n’ bass, entre outros, com isso surgem os clubbers, os grungers, os geeks, entre outros; novas cenas musicais também nascem como a Indie Rock ou Indie Pop, Brit Music, New Rave, Emo, entre outras novidades e uma mistura cada vez maior.

Atualmente a busca por diferentes culturas e novidades continua, ou seja, o ponto inicial para um jovem que cada vez mais se identifica com outros e formam as chamadas “tribos urbanas”. As ruas continuam ditando moda e tendo um valor maior a cada dia. Site e blogs fotografam pessoas nas ruas das principais cidades do mundo, como o The Satorialist (thesatorialist.blogspot.com), The Cobra Snake (thecobrasnake.com), Face Hunter (facehunter.blogspot.com) entre outros, são exibidos e comentados em festivais de fotografias, revistas, sites e reconhecidos como fontes de pesquisa. Destacam os mais excêntricos, as misturas mais inusitadas e as texturas mais curiosas, prezando esse lado multicultural da globalização e a utilização da própria imagem através de um alto grau de criatividade. O mesmo acontece na música hoje em dia. Quanto mais extravagante for, mais destaque ela terá – vejamos a importância do avanço tecnológico e a música eletrônica nessa questão, onde hoje o rock, o pop, o hip hop, o jazz, entre outros são misturados, remixados, formando NuJazz, NuGroove, NuFunk, entre outros.

Esses dois ramos do mundo das artes são praticamente inseparáveis e estão mais unidos do que nunca. Através do novo mundo globalizado, há uma troca de imagem e informação rápida, permitindo uma ousadia contínua em inusitados formatos. Marcas como a italiana Diesel, por exemplo, lançam sua própria marca de música (diesel-u-music.com), apoiando novas bandas e destacando não só suas roupas, mas um estilo de vida, aumentando sua fortaleza e criando um vinculo maior com seus consumidores.

Através da história já traçada, a pós-crise foi e será momento marcante de revolução. Por outro lado, não houve anteriormente esse acesso veloz a tudo e a todos, ainda mais com essa mistura entre diferentes ramos. Resta-me a dúvida, essas facilidades e aceleração de processos seriam boas ou ruins para um ser humano?

 

De fato não acho o melhor jeito de terminar o texto, claro, era rascunho, mas a questão em si engloba tantas coisas diferentes que acaba ficando até um pouco vaga, ou meio sem nexo no final, desviando o assunto.

Mas, não quis mexer no texto, colocando aqui na íntegra.

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Engraçado ver a evolução das coisas que citei, numa questão de 2 anos. O que se transformou o Satorialist, além disso hoje temos por exemplo sites como NOWNESS, blog de lojas como da Urban Outifitters, ou até uma Lady Gaga da vida…………….

São tantas as opções!

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Mas, é uma questão em si que sempre me provoca, e acho interessante!

Primeiro, como ninguém destacou essa importância da “moda ‘VS/=’ música”?!

Segundo, com essa quantidade de informação, onde vamos parar??? Vamos desacelerar?

Qual o futuro da moda? E da música?

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Ou não cabe a nós imaginarmos onde iremos parar?!

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Videntes em ação!

E pesquisadores, idem!

 

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Esta entrada foi publicada em 28/03/2011 às 12:39 AM e está arquivada sob Pensamentos. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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